Então, boa viagem, sim

 

O Titanic naufragou num mar de ironia. Os seus engenheiros garantiram ao mundo que nada podia destruir aquele que era seguramente o maior e mais robusto navio de passageiros construído até então.

 

Na verdade, afundou logo na primeira viagem. Um icebergue deu cabo da bazófia do estaleiro e só ficou a ironia de um barco tão seguro circunscrever a maior e mais robusta tragédia marítima da história da humanidade.

 

Em Abril de 2012, cem anos depois do galo, um cruzeiro prepara-se para repetir a viagem do desastrado Titanic, traçando a mesma rota e transportando parentes dos malogrados milionários – menos Di Caprio – que um dia embarcaram no “barco dos barcos”. Ora, o pensamento que nos ocorre imediatamente será "bom, isto agora não vai ao fundo...".

 

Pois... Por muito que goste de uma bela ironia, nesta brincadeira é que eu não me metia. Não, seguir na esteira do Titanic na companhia de familiares e amigos dos náufragos não é um bom programa. Salvo melhor opinião ou uma boa balsa.

 

[Imagem: Wikipédia]

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